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sábado, 4 de outubro de 2025

A dor de não ter asas...

Todos vamos morrer

Todos vamos desaparecer
E este é o único e justo motivo
para sermos tão incrivelmente vaidosos
A vaidade e o ego
são âncoras que nos atam a vida
Danados que somos
sem nunca ter visto Deus ou o Diabo
Encerrados neste corpo
que nem é o que queremos ser
e onde queremos estar...
Só temos a vaidade
para nos explicar
E soterrar
o medo da morte,
a raiva da vida
e a danação de ser gente
e não poder voar!

William Marques de Oliveira

A condição humana de não ter asas e nao ver o mundo espiritual (Imagem gerada por prompt)



sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Uma cantada das antigas...

Ou clichê romântico...


BABYLON

 

Nos jardins suspensos

de minha alma

A FLOR

mais preciosa

é você!


William Marques de Oliveira

quinta-feira, 15 de abril de 2021

O Canário Amarelo e o Beijo de Estrela

 


Livro para downloading gratuito


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Créditos da Imagem: 


Poemas que poderiam ser modernistas, vanguardistas, anarquistas, mas são TRANSbarrocos.
Éramos canários lindos
Em meio a bandos infinitos de pardais!
A verdade incomoda Dói, arde, apavora surdos ouvidos! Especialmente em um mundo que está acabando E já caducou!

Link da Imagem: 


Prévia do Livro


Ó voz que clama no deserto...

Despertou a noite

Acordou o mundo

Está em mim agora

No meu corpo-Ativa

Deu-me nova vida!               

 


 

Beijos de Estrela

 

Teus beijos são

Atemporais

Vivais!

São beijos de estrela

Que me estalam n’alma

 

E o que seriam

beijos de estrela?

Seria algo feito

A “Boca de Luar”

de Carlos Drummond de Andrade

a me encantar para sempre

Tamanha simplicidade e doçura...

Teus beijos são beijos de estrela

Caídos do céu

em minha boca

Iluminando-me por dentro!

 

Feriu-me o calor do céu

e o gelo

do meteorito...

_____________

06/ 06 / 2000


 

Clichê Permitido

*Caso for mesmo sentido

 

Sou um homem

Di(VERSO!)

Tanto

Que me perco

Em mim

E tem dias

Tensos

que nem trabalho

que nem como

nem vivo aqui...

O Canto de Eros-Poesia

 

Desferi flechas envenenadas

Do meu sangue dourado

A população humana atingi

Deixei-a mais uma vez apaixonada

e caduquinha de desejo

Enlouquecida de verão

Cada pessoa!

Agora todas as sociedades estão

loucas de mim...

E toda a poesia que vivia

em meu ser cativa

se libertou!

E invadiu a corrente sanguínea

de todos os povos

Através de minhas flechas envenenadas

Eu tupiniquim-menino-anjo-barroco

Travesso

Desferi flechas envenenadas de mim

Do meu sangue-verso

Sangue-água

Eu que sou puro veneno

Puro desejo

Puro encanto de amar demais!

Acabei sozinho

...

Na rua do tempo

Abram alas!

É o bloco da saudade

que vai passar...

Nele sou a Porta Estandarte!


A Profecia do Apocalipse-Verão

 

Olha!

 

Olha aquele vivo anjo

 

a voar no sol!...

 

É o verso em chamas

 

que clama

 

Pelo nome dos astros

 

Evoca

 

Todos os deuses em meu corpo

 

Batiza

 

Em mim

 

A Alma da Lira!

 

...

 

É o verso que chama

 

A vida do fogo

Em minha vida!

 

Verso Base:

Olha!

Veja

aquele vivo ANJO

a voar no sol...


 

Poesia Quebra-pedra!

 

Minha poesia quebradeira

Quebra-pedra

Vai se indo...

...vai crescendo

noite a dentro

“noitedeira”

Mesmo sem água

em terra dura

Noite escura

ou

sol rachando de fervendo

Ela cresce

Quebradeira

Debaixo de pedra fria

Ela dura

Meu verso brota entre as rochas!

‘Té que um dia romperá

até mesmo concreto e asfalto!

Brotou hoje simples

Entre as rochas e deu frutos

Na Rua Augusto Rocha 35,

Centro,

do mundo!

 

____________

Baependi 2000


Patinho de Borracha

 

Quando eu for rico
Quero um patinho de borracha
AMARELO
Pra tomar banho comigo
e nadar numa banheira
de espuma e louça branca
E eu serei feliz finalmente
escutando todos os dias
o seu canto amarelo ovo:
Borracha!
Borracha!
Borracha!

_______

2000

Conexão com o Oriente

 

Esta noite uma estrela

conversou comigo

pelo vidro da janela

E me disse coisas de brilho

que eu não decifrei ao certo

Apenas sentia

nosso contato

Eu ainda jovem

Ela tão pequenina

Eu já sonolento

Ela tão cheia de faísca

Depois veio um vento forte

E tocou ela pra longe

Para outra janela

De outro sonhador

lá do Oriente...

e esta conexão foi MAIOR

do que eu podia sonhar!




 

Espelho meu...

 

Um dia vai ler os meus versos

Uma garota romântica

e sincera

De outro país

ou do Nordeste

E vai entender

que um dia

Viveu alguém

tal como ela

Cheio de paixões

que acabavam em pobres refrões

E cada uma das estações

Cheia de imprevistos...

Davam canções

Que deram livros!

 

 


 

Astros Cadentes

Valentes Diabos

 

Vocês são as estrelas caídas

Da aurora dos dias finais!...

Vocês são as dores

reprimidas

Reis do mundo e nada... Nada mais!

Filhos do Tempo

E eu não sei o motivo

Mas o tempo acabou

E nem me esperou

Eu tinha recém-chegado...

Estava ainda todo alado

Vindo em harpa do céu!

Mas acabou

Terminou o mundo

E enlouqueceu as gentes

E cadê do baile todo?

Que foi da alegria

do Menino Deus?

Mas vocês estavam ainda ali

De pé sobre a roda e a moenda

De pé sobre o mundo se acabando

Fumando um cigarro de palha

Bebendo uma cachaça mineira

Vocês são a dor bandida

de quem não quer

nada mais dessa vida

Vocês são os espelhos fatais...

A quem vier e ver

As feridas humanas resumidas

Alegorias da dor e do desamparo

Escárnios

Fantasmas de desejos impossíveis

Paixões fatais e nada,

nada mais!

...Que Gloriosos Decadentes!

Somos eu e vocês

os mesmos Reis!

Incomodamos por estarmos vivos!

Ardentes Vampiros

Com seus violinos

e rosas vermelhas no peito

Vestidos de preto e vermelho!

Empunhando firmes

livros de poemas

e feitiçarias

Somos companheiros de noitadas

Escondidos em bares e porões-sociais. Por isto tudo

fomos perseguidos

Aprisionados

cativos em casa mesmo

feito pássaros coloridos

em meio a bandos infinitos

de pardais                              

Somos cantores invejados

de ópera bufa ou do jazz band!

Apanhamos da vida feito burros

e fomos perseguidos feito loucos

Éramos canários lindos

Em meio a bandos infinitos

de pardais!

A verdade incomoda

Dói, arde, apavora surdos ouvidos!

Especialmente em um mundo

que está acabando

E já caducou!

Mas este mundo não morreu ainda

Feito praga ou sina

Caducou de motivo e eternidade

E a resposta a todas estas questões humanas

pode matar quem sofre do coração!

-Todas as respostas foram roubadas

pelo medo da solidão!-

E vocês meus amigos?

Mal compreendidas

crianças da noite

Vocês que as madrugadas frias

lhes foram abrigo

E o rock clássico e melódico

lhes deu voz e ar!

E os embalou entorpecentes verões

de estrelas ainda intocadas

pela imaginação

Vocês ainda cantam

e seguem em frente

Neste mundo feio

e pobre de sonho

Mesmo com medo

seguem em frente...

Marcham!

Plantando novamente

as sementes do sol

E guardando para que desta vez

elas não sejam pisadas

E o que mais fizeram?!

Aos olhos dos zumbis

professores da matéria

não fizeram nada...

Jogavam RPG a noite inteira

Fumando cigarro

Em vida desvairada

Poetas boêmios

Crianças mal-amadas!

Mas em verdade viveram

e se libertaram

Agora ninguém os prenderá!

Mesmo tendo a triste dor

de caminharem num mundo de gente

que está dormindo...

Aguardam o dia

em que todas estas baladas

compostas por suas superações

Vão acordar todos os tempos

Os universos todos!

E que o sol volte a brilhar

em Ultra Heave Metal

Transcendendo

cordas finais

de um “violino vermelho”

igual do filme!

...

Agora crescemos?

Nos distanciamos...

Mas sei que nos encontraremos lá

no Dia do Apocalipse!

Nós todos estaremos gloriosos

Vestidos de reis alados

e coroados de atômicos sóis

Juntos de novo

Quando este mundo feio

finalmente terminar

E poderemos sempre

nos chamar de amigos...

Pra mim vocês serão sempre

Os Campeões do Tempo!

 

·        Para meus amigos do RPG:

Role-playng Game.


 

O Adolescente Rebelde

ou

...


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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Sobre o livro Coração Selvagem


Com inspirações anos 80 e 90, uma poesia livre e passional.



CORAÇÕES SELVAGENS
FLAMEJANTES

Há um coração selvagem no peito de quem enfrenta
um tanque de guerra, apenas com uma flor...
Um coração de amor...
No peito do poeta e do navegador
Quem sabe viver e vive bonito?!
Quem sabe sangrar e sangra bonito?!
Quem não desiste jamais e não entrega a luta?!
Há um coração de fogo em quem sonha
e ousa ser quem se é na essência! (...)








DO AUTOR E DO LIVRO

Quando no final da adolescência me descobri poeta a inspiração veio mesmo como um arrebato ou um pentecostes, embalada pelas paixões arrebatadoras e pelos estudos escondidos de esoterismo. Sentia também grande revolta (Revolta comum aos adolescentes) contra as diversas formas de opressão social, especialmente a opressão cultural e religiosa. Revoltado contra a falta de cultura que os jovens do interior vivem, e eu era um jovem cheio de vida, cheio de curiosidade e ávido por conhecimento. Havia também a revolta contra os padrões de beleza já que eu não me encaixava neles e ainda era fanho, tímido e arqueado, havia a vontade de ser livre no amor e no amar...
Some a isto tudo o desespero ou força e vontade de lutar para vencer uma depressão fortíssima, que quase se desenvolveu para Síndrome do Pânico, sim eu tinha nesta época a doença tão comum e na época tão famosa, e quase não soube que era isto não fosse minhas leituras e conversas com pessoas mais esclarecidas. Essa tristeza contrastava com a força imensa do meu coração, meu pensamento era muito vivo e minha vontade de aprender e me manifestar logo era enlouquecedora!
Eu era um garoto difícil de trato em casa e na escola, quase histérico de tanta energia.
Outra inspiração é  Drummond que canta: “por isto me exponho nas livrarias...”, se referindo a seu coração que é pequeno pra tanta emoção e força e para o tamanho do mundo que dentro deste coração fica apertado e faz estalar!... sim o poeta faz uma terapia..., ele senta e fala e fala, mas podemos ver por outro lado: ele senta e canta e canta...!!! Obvio escrever era uma forma de canalizar e de não se suicidar como disse bem o “Cisne Negro”... Era uma raiva também pois ninguém acreditava que eu era bom...
Primeiro quis me educar e depois me apaixonei por mim assim, rebelde e quase louco! Alma forte, que a vida quase abateu feito um pássaro selvagem! (Mais poesia!)
Enfim a poesia na minha carne foi uma navalha, uma cirurgia, um batismo de fogo mesmo.
Aí veio o jornal na loja onde eu trabalhava assinava... Nele uma matéria sobre Hilda Hilst!... Intitulada A Profana Hilda Hilst vai ao Olimpo” ... assim Hilda e seu verso forte e de um simbolismo quase hermético que para mim na época, mas não era menos mítico e verdadeiro mas algo em mim sentia e compreendia a força daquela palavra e daquela pessoa que escrevia... e eu quis escrever... E então eu nunca mais fui o mesmo!
Acho que era a primeira vez que eu me permiti mudar! ... Me mudar...
Sim a força feminina era um exemplo de ser selvagem para mim, o que muito tempo depois vim conhecer como “a porção da Deusa em cada um de nós” e “Mulheres que correm com lobos” .Era a vontade e a consciência de ter que ressurgir para viver (RESPIRAR!) se não, não seria possível continuar... Eu tinha ganho muitas feridas, até mesmo feridas que não eram minhas, e somente com esta energia selvagem que descobri em meu peito eu poderia sobreviver a esta dor... a dor de viver! E ressurgiria e ela me veio das mulheres nervosas e até violentas em suas personalidades. Sempre fui rodeado de mulheres em sem ser “afeminado” ou “bichinha”, as mulheres estavam do meu lado por que se sentiam protegidas comigo, e eu sempre as compreendia e as refugiava em meu peito de amigo. Mas nem sempre esta relação com as pessoas são feitas de flores a maioria é apenas de espinhos.
Enquanto escrevia o livro Coração Selvagem eu saia de uma depressão e de um pânico terrível, e quando eu escutava Ana Carolina eu sabia que eu tinha aquela força de não chorar por amor perdido.
Era mesmo andrógeno apesar de grande e  desengonçado. Havia um charme de poeta desde sempre, e o cabelo roxo ou be-ter-ra-ba! E os vários brincos na orelha. Eu me sentia belo enfim! E até as espinhas gigantescas se foram!
E a poesia e a energia cresceram, e o garoto bobo que todos zoavam na escola um dia entrou na sala de aula com poder. Algo havia mudado nele.
Eu tive que incomodar muitos para ser respeitado e descobri que isto é quase natural na vida! Ou ao menos a mim é muito natural.
Paulo Coelho e seu Manual do Guerreiro da Luz eram meu manual simultâneo na busca pela verdade com BELEZA! E meus versos iniciavam tímidos e fracos ou eram verdadeiras palestras anarquistas!... Mas uma poesia forte ganhava espaço, era sensação e não  palavras!
Este desejo de ser biográfico e escrever diários, me incomodava muito, mas era pra ser assim não sei explicar, até hoje não sei explicar o motivo que eu fiz de mim a matéria bruta da minha canção que nem sinto ser minha...
Eu sentia algo maior que eu entre mim e a Terra, entre o mundo e a vida! E queria achar a palavra certa e certeira para definir este indizível em meu peito... que era tão forte que faltava conhecimento para expressá-lo! 'O adolescente é uma fera', como disse bem, Mario Quintana que com sua doçura inteligente que me refinava... meus Mestres eram quase sempre invisíveis... O sabor da poesia daquela época jamais esquecerei, a primeira vez que o senti... em minha boca nascendo.... Como a primeira vez que se prova uma estrela... novamente citando Mário...
Ainda veio Walt Whitman em uma nova matéria de jornal. Lá mesmo no meu trabalho na loja do Tadeu. Era um texto sobre Burning Man... E sobre opai do pensamento Ocidental. Que se tornou então sem eu notar meu pai também... E mais tarde estaria nele irmanado.
Cecília Meireles me diz: “A vida só é possível reinventada!” E eu tomei isto como meu lema e jamais posso esquecer disso!
E quase dez anos depois eu encontro este pequeno texto na internet, que abaixo transcrevo:
   

    "Todos nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas." (Clarissa Pinkola Estés, "Mulheres que Correm com os Lobos")

E aqui está o livro Coração Selvagem
Eu sobrevivi cantando! E sou muito agradecido pela Canção que me abriu a outros mundos...



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que te PARIU!!!!!!!!!!




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