quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O Raro Mito do Bode Expiatório Feminino


Você já parou para se perguntar um bom "e se? ", hoje?

Estamos diante de um fato inusitado e raro na sociedade humana...
Pois é uma das primeiras vezes que podemos ver uma mulher assumindo o papel de Bode Expiatório!
Certa ou errada, é isto que ela simboliza agora, nossa Ex Presidenta.
Levando sobre si nossas vergonhas, e tudo que odiamos. Simbolizando tudo o que mais tememos e temos aversão. "Levando sobre si as nossas dores e maldições". Um momento raro e que deve ser muito bem estudado e observado.
Seria um momento para treinarmos a conciliação?
Para revermos nossos valores a começar pelas famílias?
Aprendermos a respeitar opiniões diferentes das nossas?
Sairmos do vício de contradizermos o que não concordamos e voltarmos para a autoanálise?
Só talvez, esta mulher esteja levando a culpa, e libertando os verdadeiros "Barrabases"!
Interessante notar que: Quem a apoia ou é contra ao que fazem com Dilma neste instante, é julgado como bandido! É vítima de preconceito e julgamento... Assim como eram os que estavam do lado do Bode Expiatório... Te faz algum sentido?

Pensemos!

A seguir um interessante texto do genial Pablo de Assis que disserta bem sobre "O Mito do Bode Expiatório" e suas aplicações nos ritos sociais.


"Outro dia estava comentando em sala de aula que temos uma cultura do bode expiatório, onde queremos encontrar um culpado pessoal para os problemas da sociedade. Na tradição original do “bode expiatório” na Grécia, os pharmakos eram pessoas escolhidas por uma cidade para que elas levassem consigo os crimes e pecados da cidade e eram castigadas com o pior dos castigos da época: o Ostracismo, ou seja, eram banidas da cidade, perdiam a cidadania e nunca mais podiam voltar.
Para entendermos o quão grave era isso para eles, naquela época, vida em cidade era mais importante que vida individual, tanto é que cidades inteiras eram castigadas, como aconteceu com Sodoma e Gomorra, na bíblia ou ainda no mito de Édipo com a cidade de Tebas. Viver sem cidade era viver sem identidade.
Na tradição bíblica, todo pecado – seja ele da cidade ou do indivíduo – precisava ser pago com a morte. Eles resolveram que, ao invés de matar o pecador, essa pessoa sacrificaria um bode que morreria pelo pecado da pessoa e assim o mandamento de que todo pecado seria pago com a morte estava sendo cumprido. O cristianismo modifica isso pois eles aceitam o sacrifício de Jesus como sendo o sacrifício definitivo para todo o pecado do mundo, então a partir daí, ninguém mais precisa morrer por conta do pecado.
Então temos aí um padrão mítico, do mito do bode expiatório, onde uma pessoa acaba se responsabilizando – ou levando a culpa – pelo grupo: uma pessoa pagando pelos crimes e erros de um grupo todo. E, por mais que isso pareça algo de uma mentalidade antiquada, esse é o padrão que eu mais vejo pelo mundo atualmente, o que nos diz que nós temos ainda uma mentalidade antiquada."

Leia o texto original aqui http://pablo.deassis.net.br/2013/04/os-bodes-epiatorios-e-os-crimes-da-sociedade/





Imagem Bode de Aparelho AQUI








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