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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Um Verso de Fogo de William Garibaldi




Mãe de Deus

Deus me ilumine!
Para que este Novo Sol
Que está nascendo de mim
...não doa tanto!...
Porque este poeta já sentiu A Dor
De ter parido...
O PRÓPRIO DIA!


William Garibaldi
07/11/2010

Versos de Fogo


A Mulher Dourada
“Retrato de Adele Bloch-Bauer”
Gustav Klimt



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Hades O Rico


Série de postagens A Poesia dos Deuses Gregos/Olímpicos

Impossível não ser Heavy Metal em se tratando de Hades. "Zeus Inferi". Hades O Rico. 

Na cena a ilustração mostra, o primeiro retorno de Persefone.
Já imaginaram o motivo dele ser chamado de Hades O Rico? Porque ele não tem nada a perder!... Persefone e Hades estão diretamente ligados ao Carnaval enquanto Rito de Morte e Renascimento.


Ilustração Bill Oliveira

Hades - O Grande Professor

Senhor que sacrifícios seriam grandes a tua grande obra e majestade?
O maior de todos, meu Medo
Te entreguei ao reconhecer que tu és o Grande Destino
Senhor das raízes e dos tubérculos que em teus átrios criam vida!
Senhor da Morte. Rei Morte! Que ensina-nos
Sois o maior dos professores, o Igualador de Mundos e Seres
Dos Mortais aos Deuses todos reconhecem o teu nome secreto Majestade
Senhor Invisível, vencedor dos bravos e orgulhosos
A minha gratidão e o meu terror eram teus sempre
Maior dos Professores
Maior dos Mestres
Onde a Roda se quebra
Onde a roda gira
Estás
E abaixo de todos és o alicerce seguro, A certeza da viagem
Quem te compreende será grande
Quem te teme, será abatido primeiro
Este canto não teria fim
Se não fossem as palavras quais queiram
Inúteis perante a tua Verdade e a Profundidade de teu Simples Mistério!


Bill Oliveira William


Os Ritos de Morte e Renascimento

"Os antigos gregos acreditavam num submundo para onde os espíritos dos mortos iam após a morte. Se um funeral nunca fosse realizado em homenagem ao morto, acreditava-se que o espírito desta pessoa nunca conseguiria chegar ao submundo, e permaneceria assombrando o mundo, como um fantasma, para sempre. Existiam diversos pontos de vista a respeito deste submundo, e a ideia gradualmente mudou com o tempo.
Uma das principais áreas deste mundo inferior era conhecido como Hades, e era governado por um Deus, também chamado de Hades. Outro reino, chamado Tártaro, era o local para onde acreditava-se que iam os amaldiçoados, um local repleto de tormentos. Um terceiro reino, o Elísio, era um local agradável onde os mortos virtuosos e os iniciados nos cultos de mistériohabitavam.
Alguns poucos, como AquilesAlcmeneAnfiarauGanímedesInoMelicertesMenelauPeleu e boa parte daqueles que lutaram nas guerras de Troia e Tebas, eram tidos como imortalizados, fisicamente, e viveriam eternamente no Elísio, nas Ilhas dos Abençoados, nos céus, oceanos ou literalmente sob o solo. Esta crença oferecia pouco alívio para a população em geral, uma vez que, na medida em que o corpo destes indivíduos vivia por meio da decomposição, do fogo ou do consumo, não havia esperança de qualquer coisa além da existência de uma alma desencarnada.[1].
Alguns gregos, como os filósofos Pitágoras e Platão, também defenderam a ideia da reencarnação, embora ela não tenha sido aceita universalmente." Fonte Wikipedia

Mito da origem das estações

Texto colhido em Olimpvs Net LINK
Deméter e Perséfone
Deméter era a deusa do trigo e, de um modo geral, de toda a terra cultivada. 
Senhora dos cereais, não admira que os Romanos lhe tenham chamado Ceres.
Da sua união com Zeus, teve uma filha, Perséfone (Prosérpina, para os Romanos). 
Era a sua única filha, que cresceu, muito bela e feliz, na companhia das ninfas e 
de duas meias‑irmãs, as deusas Ártemis e Atena.
Hades, o deus dos infernos, que era irmão de Zeus e, portanto, 
seu tio, apaixonou-se perdidamente por ela. Um dia, quando a jovem passeava 
despreocupada pelos prados verdejantes, ao colher uma flor, a terra abriu-se de repente 
e Hades surgiu para a raptar e levar consigo para o mundo inferior sobre o qual reinava.
Deméter ouviu os gritos de aflição da filha e correu para a ajudar, mas nada pôde fazer. 
Nem sequer sabia onde ela estava nem quem a tinha levado.
Desesperada, começou a percorrer o mundo de lés-a-lés, em busca da filha, 
sem comer nem beber, sem se preocupar com o seu aspeto nem tratar de si, 
sem cuidar de nenhuma das suas tarefas. Acabou por conseguir que o Sol, 
que tudo vê, lhe revelasse quem fora o raptor da filha. 
Decidiu então não mais voltar ao Olimpo, a morada dos deuses, 
e renunciou às suas funções divinas até que a filha lhe fosse devolvida.
A terra foi ficando estéril e os homens com fome, pois as culturas secaram e morreram. 
Tudo era devastação e abandono. Então Zeus, responsável pela ordem no mundo, 
preocupado com a calamidade causada por Deméter, ordenou a Hades que devolvesse Perséfone. 
A jovem, porém, por fome ou instigada por Hades, 
comera já um bago de romã no mundo das sombras e esse pequeno gesto ligara-a 
para sempre ao reino do marido.
Teve então de se chegar a uma solução de compromisso e a um acordo:
Perséfone passaria metade do ano com a mãe, no Olimpo, e a outra metade com o marido, 
no mundo dos infernos.
Assim, quando Deméter tem a filha ao pé de si, está feliz e a natureza floresce: 
é o tempo da primavera e do verão. 
Mas quando Perséfone tem de regressar para junto de Hades, 
Deméter mergulha de novo na maior tristeza: começa então o outono, 
vem depois o inverno e a desolação na natureza. E é essa a causa do ciclo das quatro estações.
http://www.olimpvs.net/index.php/mitologia/a-origem-das-estacoes/




Carnaval Rito de Morte e Renascimento

O Carnaval, enquanto ritual agrícola de agradecimento pela colheita, assim foi sua origem no Egito, e em toda a Europa, principalmente no culto a Deus Deméter, de onde também temos uma das origens para as "carroças decoradas", que são ancestrais dos carros alegóricos. 
Ambos deuses Hades, Perséfone e Deméter possuem então ligações diretas com esta festa, que celebra a vida e o apogeu da colheita. Festa Dionisíaca. Dionísio ou Baco, veremos em próximas postagens pode ser considerado o mesmo que Hades. O que não me apego, mas que tem sim total relação. 


Até a próxima divindade Grega pessoal!




sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Poseidon - A Poesia dos Deuses Gregos


Série de Postagens Deuses Olímpicos: 



Hino Órfico a Poseidon 
Ouça, Poseidon da crina escura, possuidor da Terra, equestre;
Esculpido em bronze é o tridente em tua mão,
E tu habitas nas fundações do mar que cobre tudo.
Governante dos estrondos profundos do mar, sacudidor da terra,
Tuas florescências são as ondas, ó gracioso, quando incitas teus cavalos e carruagem,
Correndo no mar e mergulhando na encrespada salmoura.
A ti coube a terceira porção, o mar incompreensível,
E tu te delicias nas ondas e em teus reinos selvagens, ó espírito das profundezas.
Salve as fundações da terra e os navios que se movem a toda força,
E traga paz, saúde e irrepreensível prosperidade.
(tradução da Alexandra a partir da inglesa de Athanassakis)



Louvação a Poseidon

A força de mover todos os mares
O poder de conter as porções de terra
Senhor do Mar e da Terra!
Duplo Rei invencível!
Senhor de todos os cavalos
E de todas as potencias!
Canto a ti maioral aquático
De peito bondoso protetor dos que navegam
no misterioso mar do tempo...
Posídon magnífico!
Seu Tridente uma chave
que sabe abrir qualquer Mistério
Seu poder o Kraken evoca
O coração das damas palpita
Senhor de todas as emoções
Guardião de quem sonha
Protetor amabilíssimo de quem ousa desbravar o mar
e vive a sua lenda
Rei de Atlântida Ascensa!
Mestre de todas as Sendas
O que cura através de águas salgadas
todas as feridas do ser
Pois águas-vivas sabes vertes
Águas mágicas conheces
As inconscientes...
Das Universais águas sois o Regente
Netuno
Posídon
Glorioso Marinho
Saúdo-te!
Feito eu o teu amante...
Canto entusiasta de tua imagem:
Poseidon de cabelos negros lavados de água salgada...

Bill O. William



Iniciando a Série dos Deuses Olímpicos. Promovendo uma viagem iniciática aos arquétipos e símbolos gregos, tão presentes na formação de nossa psique ocidental.
Abaixo outro trecho dos Hinos Órficos que evocam o poder da imagem:
"Escuta-me Óh Poseidon de cabeleira molhada pelas ondas salgadas do mar, Posídon, movido por rápidos corseis e empunhando o Teu Tridente, Tu que habitas sempre as imensas profundezas do mar, Rei das ondas, Tu que comprimes a Terra com as tuas águas tumultuosas..."

Sou muito grato a este site, e o indico. Bem como as traduções de Rafael Brunhara



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