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sábado, 12 de agosto de 2017

Em branco...


DIÁRIO...
 
Quando estamos assim em um vácuo...
Onde uma frase de um livro nos aguça a alma...
´´Poucas pessoas sabem mais do mar do que eu...´´
Esta frase norteou minha vida... Como pode?
Onde a necessidade do saber mais, é uma fome louca e selvagem por querer aprender...
´´Ler tudo o que (de bom) já foi escrito!´´
Quando estamos assim na ânsia de criar uma nova maneira de viver...

Uma nova conduta... Uma nova função e utilidade para a vida. Descobri recentemente que...
Não sei ser como todos... 



Imagem: http://realidadeobsessiva.blogspot.com.br/2015/06/pagina-em-branco.html

O branco em si é um espaço aberto para receber a criação... Apenas por estamos acostumados...
O preto é também um espaço de receber a criação, e as outras cores todas, também. Podemos criar a partir de qualquer prisma!
Assim como podemos escrever sendo e sonhando ao mesmo tempo. Deixar fluir é ser!
Meus novos trabalhos de multiplicidade fomentam...
Minha própria cultura interna. Meu planeta.. Aquele que resolvi reconstruir
´´Estou construindo um ninho!´´ Mesmo estando longe de casa! Bem me disse o Oráculo recentemente...
Ando percebendo-me como a ´´casa dos sentidos´´, o corpo! Como disse Arguelles em seu Fator Maia, anos atrás e eu quase senti o sabor disto, mas não entendi completamente. Hoje sei, hoje... Sentindo-me a Joana de Clarice. De novo voltei a produzir, depois de um período grande em imersão. Para aprender a mecânica de uma nova profissão!
#cronica

E a imagem que usei nesta postagem me levou a encontrar este poema, de Lucas Vechiato. e aqui em compartilho um trecho dele, o que mais gostei:
´´A inspiração me beija pela noite e vai embora pela manhã.
Certa vez resolvi segui-la.
Mas nada encontrei.
Ela é misteriosa e no meu caso, só aparece nos dias chuvosos.
Como um remédio para alma.´´ Lucas Vechiato. Página em branco 










quarta-feira, 20 de março de 2013

Salve o Navegante Negro!

Por Fernando Rebouças
João Cândido Felisberto, militar e um dos principais líderes da Revolta da Chibata, nasceu na cidade de Encruzilhada do Sul, no dia 24 de junho de 1880, faleceu no Rio de Janeiro, em 6 de dezembro de 1969.
Na época, a sua cidade natal era referida somente pelo nome de “Encruzilhada” e fazia parte da Província do Rio Grande do Sul. João Cândido era filho de João Feliberto, um ex-escravo, e Inácia Felisberto, também ex-escrava. Ingressou na Companhia de Artífices Militares e Menores Aprendizes no Arsenal de Guerra de Porto Alegre em 1894, sob recomendação do capitão de fragata Alexandrino de Alencar, seu amigo.
Em 1895, transferiu-se para a Escola de Aprendizes de Porto Alegre, no mesmo ano, aos quatorze anos, já pertencia à Marinha do Brasil, na então capital do Brasil, Rio de Janeiro. Antes desse fato, trabalhou como soldado do General Pinheiro Machado, durante a Revolução Federalista em 1893.
Nos seus quinze anos de Marinha, viajou pelo Brasil e pelo mundo, em viagens que realizou para receber instruções e para ensinar os novatos. Em 1909, viajou para a Grã-Bretanha para aprender a respeito dos navios de guerra lá construído sob encomenda do governo brasileiro.
Na época, na Marinha do Brasil, era comum o uso da chibata para castigar e humilhar marinheiros, principalmente os afrodescendentes. A prática já havia sido abolida no início da República, no decreto nº 3, assinado em 16 de novembro de 1889, por Deodoro da Fonseca.
Apesar das medidas do governo, o castigo permanecia sobre os marinheiros negros. Além do castigo, havia profunda insatisfação pelos baixos soldos e má alimentação. O primeiro levante foi iniciado por João Cândido em 22 de novembro de 1910, ao assumir o comando do Minas Gerais na solicitação da abolição dos castigos corporais na Marinha.

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A Revolta da Chibata
Wikipédia


A Revolta da Chibata foi um movimento de marinheiros da Marinha do Brasil, planejado por cerca de dois anos e que culminou com um motim que se estendeu de 22 até 27 de novembro de 1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, à época a capital do país, sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto.[1]
Na ocasião rebelaram-se cerca de 2400 marinheiros contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos (as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas), ameaçando bombardear a cidade. Durante o primeiro dia do motim foram mortos marinheiros infiéis ao movimento e cinco oficiais que se recusaram a sair de bordo, entre eles o comandante do Encouraçado Minas Geraes, João Batista das Neves. Duas semanas depois de os rebeldes terem se rendido e terem desarmado os navios, obtendo do governo um decreto de Anistia, eclodiu o que a Marinha denomina de "segunda revolta". Em combate, num arremedo de motim num dos navios que não aderiram à Revolta pelo fim da Chibata, morreram mais um oficial e um marinheiro. Esta "segunda revolta" desencadeou uma série de mortes de marinheiros indefesos, ilhados, detidos em navios e em masmorras, além da expulsão de dois mil marinheiros, atos amparados pelo estado de sítio que a "segunda revolta" fez o Congresso Brasileiro aprovar.[2]


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