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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Tem Gente...





´´Gente...
Tem gente que é como água cristalina
Transparente, límpida, fresca, e mata nossa sede só com olhar
Tem gente que é como ventania
Chega derrubando tudo
Nos faz rodopiar como pião desgovernado
Nos faz levitar, pra em seguida tombar no chão
Levando embora um pedaço do nosso coração
Tem gente que é como mar
Nos embala nas ondas
Nos puxa pra dentro de si
Nos empurra pra fora de si
Pra no mais sem menos nos tragar ao fundo de onde não podemos, nem queremos mais voltar
Afogados na imensidão desse mar
Tem gente que é como fogo
Nos aquece com um simples olhar
Nos faz arder com um simples tocar
Derreter no abraçar
Cremar ao se deitar
Tem gente que é como a terra revolta, molhada, embarrada
Ora vermelha, ora preta
Seca, partida, ou simplesmente poeirenta
Terra lamacenta
Lama negra, que nos arrepia, nos anoja, nos afasta
Mas quando terra adubada bem plantada com árvores e flores
Só nos traz um pensamento
E um único desejo
Uma casa pra onde voltar
E tem gente que é como o ar
De repente...se torna tua vontade de respirar.´´ #EmilianaVaz

  
Este poema lindo da Emiliana Vaz, minha irmã de coração.
Imagem da Web colhida aqui AQUI










quarta-feira, 21 de junho de 2017

Um de Adélia Prado para aconchegar este dia...



Amo este poema...

Casamento


Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

Texto extraído do livro "Adélia Prado - Poesia Reunida", Ed. Siciliano - São Paulo, 1991, pág. 252.
Saiba mais sobre Adélia Prado e sua obra em "Biografias".




Imagem Daqui








segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Jeanette (ou James Main) Uma Personalidade de Fogo




"Quem, acompanha o animado circuito de festas de Londres"  ( ???????????????)  "já ouviu falar em Jeanette (ou James Main), super promoter, meio homem, meio mulher, meio drag, meio musa, que está por trás das festas mais bafo da cidade. Ficou conhecida fazendo a porta da Boombox e agora está com uma nova noite chamada Vagabond, que acontece uma vez por mês no Eastbloc, em Hoxton.
Além disso, JJ trabalha como stylist, ator e modelo e tem uma lojinha em Shoreditch, a Jeanette´s, em que vende peças únicas de designers como Richard Nicholl, Louise Gray, Giles Deacon, Christopher Kane e Judy Blame. Ela já foi cabelereira de Grace Jones, fez styling para matérias da “Dazed & Confused” e “i-D” e modelou para Gareth Pugh.
Desde criança Jeanette tinha gosto pela montação. Usava as roupas da mãe e Bowie como inspiração. Hoje, James Janette é uma personagem que traduz a efervescência da noite londrina: ícone dos alternativos, musa(o) dos estilistas de vanguarda e uma das agitadoras mais influentes da cena hoje."

#MINHACARANÉ!





Imagens dAQUI



quarta-feira, 20 de março de 2013

Salve o Navegante Negro!

Por Fernando Rebouças
João Cândido Felisberto, militar e um dos principais líderes da Revolta da Chibata, nasceu na cidade de Encruzilhada do Sul, no dia 24 de junho de 1880, faleceu no Rio de Janeiro, em 6 de dezembro de 1969.
Na época, a sua cidade natal era referida somente pelo nome de “Encruzilhada” e fazia parte da Província do Rio Grande do Sul. João Cândido era filho de João Feliberto, um ex-escravo, e Inácia Felisberto, também ex-escrava. Ingressou na Companhia de Artífices Militares e Menores Aprendizes no Arsenal de Guerra de Porto Alegre em 1894, sob recomendação do capitão de fragata Alexandrino de Alencar, seu amigo.
Em 1895, transferiu-se para a Escola de Aprendizes de Porto Alegre, no mesmo ano, aos quatorze anos, já pertencia à Marinha do Brasil, na então capital do Brasil, Rio de Janeiro. Antes desse fato, trabalhou como soldado do General Pinheiro Machado, durante a Revolução Federalista em 1893.
Nos seus quinze anos de Marinha, viajou pelo Brasil e pelo mundo, em viagens que realizou para receber instruções e para ensinar os novatos. Em 1909, viajou para a Grã-Bretanha para aprender a respeito dos navios de guerra lá construído sob encomenda do governo brasileiro.
Na época, na Marinha do Brasil, era comum o uso da chibata para castigar e humilhar marinheiros, principalmente os afrodescendentes. A prática já havia sido abolida no início da República, no decreto nº 3, assinado em 16 de novembro de 1889, por Deodoro da Fonseca.
Apesar das medidas do governo, o castigo permanecia sobre os marinheiros negros. Além do castigo, havia profunda insatisfação pelos baixos soldos e má alimentação. O primeiro levante foi iniciado por João Cândido em 22 de novembro de 1910, ao assumir o comando do Minas Gerais na solicitação da abolição dos castigos corporais na Marinha.

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A Revolta da Chibata
Wikipédia


A Revolta da Chibata foi um movimento de marinheiros da Marinha do Brasil, planejado por cerca de dois anos e que culminou com um motim que se estendeu de 22 até 27 de novembro de 1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, à época a capital do país, sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto.[1]
Na ocasião rebelaram-se cerca de 2400 marinheiros contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos (as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas), ameaçando bombardear a cidade. Durante o primeiro dia do motim foram mortos marinheiros infiéis ao movimento e cinco oficiais que se recusaram a sair de bordo, entre eles o comandante do Encouraçado Minas Geraes, João Batista das Neves. Duas semanas depois de os rebeldes terem se rendido e terem desarmado os navios, obtendo do governo um decreto de Anistia, eclodiu o que a Marinha denomina de "segunda revolta". Em combate, num arremedo de motim num dos navios que não aderiram à Revolta pelo fim da Chibata, morreram mais um oficial e um marinheiro. Esta "segunda revolta" desencadeou uma série de mortes de marinheiros indefesos, ilhados, detidos em navios e em masmorras, além da expulsão de dois mil marinheiros, atos amparados pelo estado de sítio que a "segunda revolta" fez o Congresso Brasileiro aprovar.[2]


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