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sábado, 7 de abril de 2012

Páscoa? Na boa véi! Eu quero poesia Para nossa alegria...



Atropofágico Mítico e Surreal, mas Real!


Eu era um jogo palavras
mau amadas
mau escritas
De conceitos prévios
me deram mandingas
guardadas em armários de cozinha
velhos de madeira carunchada
podres de biscoito e cafetina!
Com minhas dores eleitas e preces de programar
viadinhos bambis corteses e espanhóis!
Poetas da MTV! Ouçam:
Contracultura marginal é aqui no meu umbigo,
no cú de mundo onde eu vivi, que é Baependi!
Eu era como quem vive
uma raia de fascinação
Eu era uma esplosão de um dicionário verbal!
Vivia em uma bolha em bizarra aparição
Um balão de ar
cheio de xixi na cara!
Cheio de espinhas!
De lá que eu vim
de lá que eu vi
o Entrudo assim! ... Amanhecendo em limões de cheiro!
Ora vejam!
Puesia não pode fazer sentido algum para ser boa!
Para haver donativos
Pró-ativos
Pró-verbais
Anticristos desvairados
Anticórpos
Soletrais
Empalados no portão
do meu quintal!...
Mas um dia
eu ouvi o Chamado
Que me trouxe de volta a Vida!
Guerreiros renascem
feito borboletas de cetim
e formigas aladas...
O Esplendor do homem
do Falo
Jamais será vencido!
Viva Jung, Froid e Zé Ramalho com seu Batom Vermelho!
Sou do Mato e
eu mato e mordo sim!
Sou feito Juma Marruá!
Como até capim,
mas não me venham fazer de mim
um balde de estrume!
Comi o pão que o Diabo amaçou
com o RABO!
Sou do Mato!
Eu mato eu mordo!
Eu fiz esta canção
pro Ney Matogrosso!:

Sou do Mato!
Fui comida
e Comi!
Mas agora que é feita a digestão. 
Finalmente eu aprendi
A gostar de mim!
Ser feliz é amar a si mesmo sobre todas as coisas!
Eu me preparo para viver
Sempre foi assim
eu mesmo me renasço!

Sempre Marginal e Poeta!

________
25/03/03




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Imagem desta postagem: Alegoria da Imperatriz Leopoldinense 2002, "Tarsila do Amaral", Rosa Magalhães.




quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Diva Beast II


Sou delicada feito menina,
Duro feito soldado...
Fecho os meus olhos no escuro do dia
Brilha por dentro de mim
uma luz intensa...
que deixa o meu corpo vermelho...
Vejo cada coração humano que encontro...
e os que convivem comigo...
O medo faz das pessoas, seres falsos...
competitivos...
Frenesi de fera!
Mas o perigo sou eu, que posso vê-los!...
eles não entendem como posso amá-los!...




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