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sábado, 13 de agosto de 2016

As Princesas Barbudas


As Lumberprincess ou Bearprincess, fazem parte de uma série de lustrações de Bill Oliveira.
Uma Art Interference através das imagens ilustradas das Princesas Disney, que faz uma crítica ao masculinismo, e a sociedade masculinizadora regida pela Paternalismo Consumista Capitalista Dominante, que é educador-ditador exagerado, e está destruindo cada vez mais a Sensibilidade, a Intuição e a Natureza por consequência. Através do consumo desenfreado, da necessidade de poder e de segurança que as posses e o acumulo de riquezas oferece, sem que o indivíduo perceba que está na verdade se iludindo.
Este é um retrato as avessas das Princesas e de nossa sociedade ocidental ( "acidental" e acidentada )!










Bill Oliveira é Multimídia e Arteterapeuta.
Seus principais ramos de atuação são como
Ilustrador, Blogueiro e Design de Carnaval.
Confira links relacionados a seu trabalho:
Eventos e Projetos de Carnaval
CARNAVAL DE RIO EN SAN LUIS
Ilustrações 2004 a 2015 Exposições

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Carnaval Histórico promovido pelo Jornal Extra no Rio de Janeiro


... realiza mais uma momento incrível em 2013

"
De repente a escuridão. Neblina, pouca luz, e um arrepio corta a espinha. Em meio a olhares curiosos e ansiosos, daqueles que buscavam algum ponto de referência, surge uma fila de senhores elegantemente vestidos de vermelho e branco e saudando a multidão que os acompanhava. Como em uma cena de filme, todos são transportados para a Candelária. Era 1963, e a comissão de frente do Salgueiro tomava a pista, como em um passe de mágica, cantar novamente Xica da Silva, a escrava que virou rainha. A emoção tomou conta do ambiente e arrebatou todo o público. Mesmo aqueles que tentassem resistir.

Quem acompanha o carnaval do Rio de Janeiro já ouviu falar da energia que marca alguns desfiles históricos. Energia que permeia a lembrança dos mais velhos e desperta a curiosidade dos mais jovens. Como um resgate dessas lembranças, o “Carnaval Histórico 2013”, evento promovido pelo Jornal Extra, no Imperator (casa de shows da Zona Norte do Rio), homenageou os 60 anos do Salgueiro e reviveu três dos maiores desfiles da história da escola. Xica da Silva (1963), Bahia de todos os deuses (1969) e Festa para um rei negro (1971). Três enredos “afros”, três desfiles marcantes, três campeonatos vermelho e branco e uma sensação indescritível.

Cenas eternizadas em fotografias, como a famosa dança do minueto de Xica da Silva, ganharam cores, movimentos em nossos corações. Impossível não se emocionar ao ver Isabel Valença e sua eterna fantasia, coroada pela pomposa peruca. Linda, sorridente e eterna. - Mas é apenas uma fantasia – murmurou uma senhora que assistia tudo atentamente. Era mais que isso. Era Isabel de volta, provando que o legado de sua energia não irá se perder nas areias injustas das ampulhetas do tempo.

Em meio às luzes surge ela. A Iemanjá espelhada da “Bahia de todos os Deuses”. Uma maluquice inventada por Arlindo Rodrigues. Como uma lenda encantada, arrombava a retina de todos que para ela olhavam. Hipnotizados viram a alegoria desaparecer no túnel de luz, assim como a original, oferecida em oferenda à homenageada após o arrebatador campeonato de 69.

E as baianas? Nossa! Giravam para lá e para cá embaladas pelos versos fantásticos e atuais dos compositores do Salgueiro. Quem nunca cantou o “Ô-lê-lê / Ô-lá-lá” – famoso trecho do samba de 71. Até a torcida do Barcelona se rendeu a simplicidade genial da combinação mais famosa dos estádios de futebol.  Não era a festa para um rei negro. Era a festa para todos os reis e rainhas que ali estavam. Todos negros, independente de cor.

Sempre buscando valorizar a memória daqueles que ajudaram a construir a história do maior espetáculo da Terra, o evento prestou reverência para algumas das maiores personalidades da história da escola tijucana. Djalma Sabiá, fundador da Vermelho e Branco, Zuzuca, compositor de sambas que estão para sempre gravados na memória da folia carioca, Fernando Pamplona, o carnavalesco que ajudou a mudar a maneira de pensar e ver um desfile de escola de samba e Casemiro Calça Larga, mítico diretor de harmonia salgueirense.

Autêntico como sempre, Fernando Pamplona quebrou o protocolo e desafiou os presentes a cantarem sambas recentes que não fossem de sua própria escola. Em seguida, cantarolou os versos de "Vem chegando a madrugada", composto por Noel Rosa de Oliveira e Zuzuca que voltou ao palco e arrebatou o público em um coro espontâneo e emocionante.

Recriando uma tradição da década de trinta, o evento promoveu a escolha do “Cidadão Samba”. No início do século a escolha era feita pela imprensa. Na modernidade dos dias atuais, a escolha foi feita através da internet. Nomes de peso como Neguinho da Beija-Flor, Monarco e Martinho da Vila estavam no páreo. Mas o resultado consagrou a genialidade de Zé Katimba. E a escolha não poderia ser mais acertada. Emocionado, o “Cidadão Samba” de 2013 subiu no palco com uma bandeira da Imperatriz e embalou todos ao som de “Martim Cererê” (1972) e “Em teu cabelo não nega” (1981). Duas composições suas que embalaram a Verde e Branca de Ramos.

A festa foi comandada por Ana Paula Araújo, apresentadora do RJTV (telejornal da TV Globo) e durou um pouco mais que o tempo de um desfile de escola de samba atual, cerca de duas horas. Porém, o que se viu na imaginária Candelária de outrora, cravada no chão do Imperator, ficará eternizada na memória. Muito mais que qualquer sensação efêmera das apresentações fantásticas contemporâneas. É o passado fantasiado de presente para projetar um futuro que nos faça sentir tão bem quanto antigamente.

Como a cereja do bolo, um encontro inédito encerrou a noite. Jair Rodrigues, Elza Soares e Martinho da Vila entoaram sambas antológicos como “Heróis da liberdade”, “Aquarela Brasileira”, “Salve a Mocidade” e tantos outros. No fim, eles tiveram a companhia de Leonardo Bessa, um dos intérpretes oficiais do Salgueiro, para fazer todos embarcarem no Ita e “explodirem o coração” de felicidade, já contando os dias para o próximo ano. Naquele sentimento que apenas a quarta-feira de cinzas nos deixava. "



"Isabel Valença, no amanhecer com a Candelária ao fundo... eterna imagem do desfile de Chica da Silva no Salgueiro..."  Milton Cunha


Confira a fonte deste texto neste Link: http://www.carnavalesco.com.br/detal_carnavalesco.php?car_id=4662








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