sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Maria Bethânia, A Garimpeira da Beleza


Em parceria com Ana Carolina, um dos momentos mais belos da MPB...



"Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar

Garimpeira da beleza te achei na beira de você me achar
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer.
Eu que não sei quase nada do mar descobri que não sei nada de mim
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Me agarrei em seus cabelos, sua boca quente pra não me afogar
Tua língua correnteza lambe minhas pernas como faz o mar
E vem me bebendo toda me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer
Eu que não sei quase nada do mar descobri que não sei nada de mim
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão"




Confira o Primeiro Post da Série sobre Maria Bethânia AQUI no Versos de Fogo
Imagem dAQUI





domingo, 19 de agosto de 2012

Ode a Maria Bethânia, A Voz de Fogo


Sonho com o Doce Apogeu

Um dia, Maria Bethânia,
rezará um poema meu
e será singelo
o meu apogeu.
Será diante do mar
e amparado de montanhas imensas
de rochas e árvores infinitas...
Será brando e silencioso

solitário o meu apogeu / interno
Será feito o nascer da flor da lua...
tão esperado!

Tão branco
e iluminado...


Este vídeo, fala um pouco dela...
Uma das vozes mais belas do mundo...
A voz da Grande Mãe?...



Esta postagem inicia uma séria de Posts em homenagem a Maria Bethânia.
Esta mulher infinita.



Um pouco de Maria Bethânia.

Nascida na Bahia, é a sexta filha de José Teles Veloso (Seu Zezinho), funcionário público dos Correios, e de Claudionor Viana Teles Veloso (Dona Canô). É irmã da escritora Mabel Velloso, do compositor Caetano Veloso, e tia da cantora Belô Velloso e de Jota Velloso.
O nome foi escolhido pelo irmão Caetano Veloso num sorteio "duvidoso", inspirado em uma canção famosa à época, a valsa Maria Betânia, do compositor Capiba, então um sucesso na voz de Nélson Gonçalves.
Bethânia foi criada na cidade de Santo Amaro da Purificação e, por ter sido criada na religião católica com influência do candomblé, é devota de vários santos e adepta tradicional do segmento religioso africano Ketu. Cantou diversas músicas em homenagem a mãe de cabeça, Iansã. 

Leia mais sobre Maria Bethânia AQUI.






Uma Lenda do Tigre




Acordei com os Tigres..
Fogos meus...
chamas
chamam
pelo meu nome
e rosas cálidas de desejo infame
tapam meus olhos feito duas lentes de petalas
Cada listra do tigre que sou
é uma cicatriz ...
de tanto lutar contra a vida!


William Garibaldi Oliveira





Nos tempos antigos, o leão era um signo do Zodíaco chinês, não havia o tigre. No entanto, o leão era muito cruel, por isso Deus queria excluí-lo do zodíaco. Mas não podia fazê-lo porque o leão era o rei de todos os animais. Para se livrar dele, Deus precisaria de um novo rei para controlar os outros animais. Foi aí que Deus se lembrou do tigre.
    O tigre era apenas uma criatura insignificante que vivia no mundo dos homens, mas quando aprendeu as habilidades de luta do gato, o tigre se tornou um guerreiro feroz. Todos os animais por ele desafiados foram mortos ou mortalmente feridos. Após sair vitorioso em todas as batalhas, o tigre se tornou muito famoso. De fato, ele se tornou tão famoso, que Deus o chamou para um torneio de luta no céu, no qual derrotou todos os guerreiros. Após a luta, o tigre também se tornou um dos guerreiros do Deus supremo.
    Mas depois que o tigre se tornou um guerreiro do céu, os animais na terra ficaram fora de controle e começaram a atacar os seres humanos. Isso atraiu a atenção de Deus, então Ele enviou o tigre à terra para proteger os homens. O tigre então propôs um acordo, a cada batalha ganharia uma recompensa. Deus aceitou o seu pedido, e a cada vitória o tigre ganharia uma listra.
    Quando o tigre chegou ao mundo dos homens, o tigre descobriu que o leão, o urso e o cavalo eram os animais mais fortes. Assim, o tigre os desafiou e venceu a todos eles. Quando os outros animais ficaram sabendo, se esconderam na floresta de onde nunca mais saíram e nunca mais foram vistos. O homem agradeceu ao tigre por derrotar todas as bestas.
    O tigre foi então convocado de volta ao céu e porque havia vencido três vezes, Deus colocou três listras horizontais na sua testa. Algum tempo depois, o mundo foi novamente perturbado por uma tartaruga gigante má e mágica que inundou a terra com água. O tigre novamente desceu à terra e matou a tartaruga. Então, Deus adicionou uma listra vertical no centro das três linhas horizontais, criando a palavra 'Wang' ( ),  que quer diser "Rei".

A palavra ainda pode ser vista hoje na testa de todos os tigres. E foi assim, vencendo batalhas, que o Tigre ganhou todas as suas listras.
    Então o Supremo Deus do Universo, decidiu tirar do leão o status de signo do zodíaco chinês e o tigre foi escolhido para substituí-lo como o “Rei de todos os animais”.
Colhido AQUI





sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A Mosca Azul x Monstro Lula Vermelha








O Livro:


"Um dos mais esperados livros do ano, A mosca azul é uma revisão honesta da ascensão do PT ao poder vinculada à recente história da esquerda no Brasil e no mundo. Com uma narrativa em primeira pessoa, Frei Betto mescla sua trajetória pessoal à militância política e resgata o sonho de testemunhar "um outro mundo possível" com base nos ideais do socialismo.
O livro não se resume à sua passagem pelo governo Lula à frente do Programa Fome Zero – embora o autor admita a importância do programa para distribuição de renda aos mais pobres através do Bolsa Família. Traz a memória do pai – um guerreiro da esperança – que até o final da vida lutou por seus ideais. Da militância, relembra o cenário político que favoreceu a criação do PT, fala dos momentos importantes que ajudaram a sedimentar a amizade com o presidente Lula e admite a decepção com parcela da esquerda fisgada recentemente pela "mosca azul" no ápice do poder. O escritor saiu do governo pouco antes do episódio conhecido por escândalo do "mensalão" .
Fascinado pelos fatos que marcaram a história, Frei Betto mergulha nas circunstâncias que geraram o efeito Lula e culminaram na eleição do líder sindical a Presidente da República em 2002.
Na viagem ao passado, fala com convicção do ideal construído pela nova esquerda após o golpe militar de 1964, da estratégia política voltada para a capacitação de novas lideranças no movimento popular, da estrela erguida pelo PT sustentada pelo sonho de uma sociedade mais justa."

Leia mais AQUI


O Conceito:

"Diz-se que uma pessoa "foi mordida pela mosca azul" quando ela se mostra deslumbrada com o poder. "
dAQUI

A Síndrome: 


Ouvimos com freqüência expressões como “ele foi mordido pela mosca azul” ou “cuidado com a mosca azul”, curiosamente em uma época na qual um mosquito pode influenciar na sucessão presidencial do País. Mas, afinal, o que quer dizer a expressão “mosca azul”? Duas características aparecem associadas ao termo: o apego ao poder e a vaidade. É como que ser “mordido pela mosca azul” levasse a um estado de embriaguez, de alucinação, em que a “vítima” perde a noção da realidade.
Machado de Assis possui um poema com o título de “A Mosca Azul” que versa sobre uma mosca com “asas de ouro e granada”, “refulgindo ao clarão do sol”. O próprio inseto dizia: “Eu sou a vida, eu sou a flor, das graças, o padrão da eterna meninice, e mais a glória, e mais o amor”. Ainda no poema, um paria (homem da mais baixa classe do sistema de castas da Índia) observando a beleza da referida mosca, ficou “deslembrado de tudo, sem comparar, nem refletir”. Passou a ver na mosca o próprio rosto e a sonhar com poder e riqueza. Julgando estar diante de um tesouro, aprisionou a mosca, levou-a para casa e dissecou-a, ocasionando a sua morte. No final, o poema diz que o pária ensandeceu e “que não sabe como perdeu a mosca azul”. FONTE AQUI.


O Poema:

A mosca azul


Era uma mosca azul, asas de ouro e granada,
Filha da China ou do Indostão.
Que entre as folhas brotou de uma rosa encarnada.
Em certa noite de verão.


E zumbia, e voava, e voava, e zumbia,
Refulgindo ao clarão do sol
E da lua — melhor do que refulgiria
Um brilhante do Grão-Mogol.


Um poleá que a viu, espantado e tristonho,
Um poleá lhe perguntou:
— "Mosca, esse refulgir, que mais parece um sonho,
Dize, quem foi que te ensinou?"


Então ela, voando e revoando, disse:
— "Eu sou a vida, eu sou a flor
Das graças, o padrão da eterna meninice,
E mais a glória, e mais o amor".


E ele deixou-se estar a contemplá-la, mudo
E tranqüilo, como um faquir,
Como alguém que ficou deslembrado de tudo,
Sem comparar, nem refletir.


Entre as asas do inseto a voltear no espaço,
Uma coisa me pareceu
Que surdia, com todo o resplendor de um paço,
Eu vi um rosto que era o seu.


Era ele, era um rei, o rei de Cachemira,
Que tinha sobre o colo nu
Um imenso colar de opala, e uma safira
Tirada ao corpo de Vixnu.


Cem mulheres em flor, cem nairas superfinas,
Aos pés dele, no liso chão,
Espreguiçam sorrindo as suas graças finas,
E todo o amor que têm lhe dão.


Mudos, graves, de pé, cem etíopes feios,
Com grandes leques de avestruz,
Refrescam-lhes de manso os aromados seios.
Voluptuosamente nus.


Vinha a glória depois; — quatorze reis vencidos,
E enfim as páreas triunfais
De trezentas nações, e os parabéns unidos
Das coroas ocidentais.


Mas o melhor de tudo é que no rosto aberto
Das mulheres e dos varões,
Como em água que deixa o fundo descoberto,
Via limpos os corações.


Então ele, estendendo a mão calosa e tosca.
Afeita a só carpintejar,
Com um gesto pegou na fulgurante mosca,
Curioso de a examinar.


Quis vê-la, quis saber a causa do mistério.
E, fechando-a na mão, sorriu
De contente, ao pensar que ali tinha um império,
E para casa se partiu.


Alvoroçado chega, examina, e parece
Que se houve nessa ocupação
Miudamente, como um homem que quisesse
Dissecar a sua ilusão.


Dissecou-a, a tal ponto, e com tal arte, que ela,
Rota, baça, nojenta, vil
Sucumbiu; e com isto esvaiu-se-lhe aquela
Visão fantástica e sutil.


Hoje quando ele aí cai, de áloe e cardamomo
Na cabeça, com ar taful
Dizem que ensandeceu e que não sabe como
Perdeu a sua mosca azul.




Imagens dAQUI 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Um Poema de William Garibaldi Oliveira





O cheiro de rosa do anjo negro


Um anjo negro
desceu do céu azul 
intenso
o negro 
o anjo
o azul!
///em meu quintal
fez carnaval///
E meu desejo
era beijar o teu peito
sentindo o cheiro de rosa que exalava 
de seu corpo, cor de canela preta
Eu era um poeta
e ele era um anjo
que fugiu feito pássaro
sorriu com meu galanteio
provando ser bandido
anjo conformado,
de ser o mais belo ser negro
que eu já havia visto 
descer do céu
no meu quintal!


__________
imagem dAQUI

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