segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A gente só conhece os Poetas por materias de jornal ou por filmes?

Quem foi Dylan Thomas??
A própria Hild Hilst, que me inspirou a escrever ou mostrou o caminho da minha pesia e literatura!... Onde você ouviu falar dela?





Outro dia entrando no ônibus, de uma das empresas que fazem a rio x sampa, ( Tenho ido a sampa todos os finais de semana agora que me mudei para o Rio de Janeiro, e ainda irei nos próximos três anos a estudo ( a terra do conhecimento ) ( morar lá denovo jamais! )) ganhei como sempre o jornal, O Estado de São Paulo, que não só por esta ação de distribuir seus exemplares em todos os onibus rio x sampa e sampa x rio, despertara minha predileção atual, este em especial, trazia uma matéria de Mario Chamie, o que me fez inundarme de criatividade literária já que vários gatilhos ele me disparou, primeiro sua resposta:
 "Existem muitos Mários e dos Mários o menor sou eu!" É o máximo!!!
Eu me deparava mais uma vez com um poeta desconhecido (para mim) até o momento, através de uma matéria de jornal, o que me fez pensar muito sobre a situação dos poetas e deste gênero literário no Brasil!
É preciso com certeza, ensinar aos alunos e a população, um novo olhar sobre a poesia, mas isto é do interesse de quem? Ou então, desistamos de jogar... ( como diz uma conhecida, desbocada e poetiza que tenho):  "pérolas aos porcos!"
Seria este o único modo de se conhecer um poeta aqui no Brasil, através do jornal? Foi assim que conheci Hilda Hilst que simplesmente me encoraja a escrever e me dá a direção de toda a minha inicial produção literária!
Quantas pessoas estão a espera de poetas e de suas poesias... ( Quantos corações estão necessitados? ) mas na escola conhecemos somente e muito mal os poetas, digamos, clássicos, na rua e no metrô de São Paulo só os clássicos heruditos, ( me surpreendi com Hilda Hilst agora, pra eu pagar lingua, seu livro Baladas ( 20 reais editora Globo ) sendo divulgado na TV Minuto!!! A TV do Metrô de São Paulo, eu paguei lingua com gosto, por que aberto é que sou fã incondicional e divulgador numero um de Hilda! ) mas o fato é que reinam ainda os que nada mais tem haver com os atuais leitores, com suas vidas diárias, suas linguagens... e acaso, um livro não deve ser objeto de identificação? E um poema então? ...Quem vai ler Mar Português hoje e sentir ressoar?.. e identificar-se, e espelhar-se... dificilmente, não é?... Ainda em uma linguagem arcaica e quase ditatorial? Me perdoem os 'eruditos', e os que foram marinheiros portugueses em suas vidas passadas e possuem vívidas lembranças disto! Mas eu acredito que o primeiro poema a ser digerido deveria ser o que se igualasse, o que pudesse receber a projeção e a identificação do leitor, aí sim ele tomaria gosto pela coisa e quem sabe um dia leria Camões! O que quero também dizer aqui, é que no Brasil os poetas são desconhecidos, fala-se superficialmente de Drummond na escola, mas não se desvenda a obra do Poeta de Itabira do Mato Dentro! Não mostra a beleza de "tenho apenas dois braços e o sentimento do mundo..." ou do super criativo "Canção para ninar mulher!" ou o romance doce de Quintana, que fez cem anos recentemente e só os acadêmicos comemoraram. Na escola, apenas se atrevem a paralizar o aluno em:
 "O que ele quiz dizer com isto? " E o poema tem inúmeras interpretações, até infindas...! E o aluno nunca acerta! Nem o livro acertou! nem o autor sabe o que exatamente ele quis dizer, apenas sabe que SAIU!
O ser humano é cartesiano demais e necesssita subjugar o menor e mais fraco, necessita rotular e catalogar... mas esquece que estes rótulos são sempre frutos de seus parcos conhecimentos e vivências de mundo!
O aluno nunca mais vai querer ouvir falar em poesia! E isto não acontece só nas escolas do Brasil! É no mundo todo, esta forma de educação arcaica que temos, para gerar os falsos cidadãos do mundo! Criam na verdade os verdadeiros Zumbis do Mundo!!! Quem não lê, não pensa!... Ou lê romance americano enlatado no máximo, aqueles livrões com uma capa bonita, letra miúda para impressionar quem tem medo de ler e uma idéia falsa-mística misturada com ciência ou terrorismo, e ainda quem segura pelas ruas tais 'best sellers', posando de culto! Cai fora sô, uai eu falei sô messss qualé o problema?!
E poesia todos temem, pois tememos o que não conhecemos! Tememos o que liberta!!!
Outra forma de depararmos com um poeta em nosso Brasil é no caso dos filmes, eu fiquei sabendo da existência de Dylan Thomas, por causa de um filme que vai passar na TV a cabo! Que agora eu posso ter, e quem não pode? E quando eu não podia?! Quantos Dylan Thomas eu perdi?!!! E quando eu não ganhava jornal, quantos Mário Chamies com suas mensagens inteligentes eu deixei de conhecer? ( não que eu goste do Poema-Práxis... me deculpe mas não gosto... ) Estamos em plena era da Informação e será que vivemos mesmo a Informação ou ingerimos o que uma meia dúzia de publicitários faz gerar dinheiro para uns poucos empresários?... ou editoras?
Eu conheci um pouco sobre o poeta no filme que vi com o Leonardo de caprio, em 99, na Band... e tento aqui lembrar outros poetas que conheci por acaso....
E será que nossas bibliotecas possuem livros de poetas que estão fora do digamos recomendado na escola/ As vezes nem estes possuem... no máximo um ou dois exemplares! Será que no Interior de Minas existem livros de poesia suficientes? E no sertão da Bahia?... Vamus longe? Vamos globalizar esta questão, afinal, agora eu tenho um amigo em Portugal!!!
Então, e na África Central? Existem Bibliotecas? E lá os exemplares de poesia são variados?? Podem despertar o interesse daqueles alunos, naquela realidade exata em que vivem?!...
Recentemente teve uma outra materia sobre um poeta, no já referido Jornal, era sobre a Adélia Prado! Que logo vou postar poemas dela aqui, assim como de Dylan Thomas... Eu já conhecia Adélia... sua poesia espocante e doce!... mas muitos conheceram Adélia Prado com esta matéria recente!... E como ela deve fazer falta, na vida de quem não a conhece!...
Quem ficou sabendo da instalação, ainda que pequena, mas requintada, no Museu da Lingua Portuguesa, também em Sampa, sobre a delicada e poderosa Cora Coralina?! Eu estive lá... e confesso que ela denovo me arrebatou do chão!...
Parabenizo o Museu da Língua Portuguesa por existir, é um dos meus locais preferidos daquela cidade, sinceramente amo! Parabenizo o Metrô de Sampa, e o Instituto Brasil Leitor, pela atitude de colocar poemas à vista! Parabenizo e me alegro com a querida TV Minuto do Metro! Sampa, apesar de uma cultura hipersaturada, consegue proezas inimaginadas por quem não conhece a cidade e seu jeitinho corrido e chuvoso de ser!...
Li também uma bela matéria sobre o prêmioJjabuti deste ano... mas custava uma pequena demostraçào de verso? O poema e o poeta ainda é tratado de forma exata... difícil!
E poesia alguém lê?
Eu quero dizer ainda, que conheci Willian Blake, por uma matéria de jornal! Que conheci Walt Whitman por uma matéria de jornal!!!!  ( E foi na Folha, já que falei aqui do Estadão! Também gosto da Folha de São Paulo, do Globo! De toda forma de informação eu gosto e valorizo! Sem medo de dizer! )
Quem ousa sair do que a mídia vigente serve a mesa, a pratos frios no jantar???...

As pessoas continuam  ( K. A. Gan. DU )  pros poetas Hilda!...

E para vocês, caros ( raros )  que me lerem?!! ...O que estes poetas vão significar para vocês? Ou, o que já significam???
O que estes nomes da literatura, vão despertar em vocês? Sim, as funções de um poeta são muitas!!!!!

Agora vou pesquisar sobre poetas que não conheço! E prometo que se eu encontrar algum, publicarei aqui, estarão na Pagina deste Blog: Outros Poetas, bem ali do lado direito da pagina inicial.

Será que é fácil para um poeta desconhecido publicar um livro? Será que um poeta marginal ganha concursos literários, padronizados pela erudição??? Bom isto já é assunto pra outro dia!

Este texto que escrevi aqui, me fez pensar muito mais!... E que ele tenha o mesmo efeito em quem tocar...
e me fez pensar MAIS... Será que eu tenho medo de avião por que não conheço aviões?
Alguém ai me manda um manual de como construir motores de aeronaves????????...!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Verso de Guerra é mais bonito?






Sou poeta e não vou me calar!
Eu me tornei poeta para poder cantar...
esta musica incrível, que trago em meu peito
E que importa, se ninguém está ouvindo?
Eu canto por que, sou a Canção!
Eu canto por que o lobo uiva!
e o pássaro voa...  Esta é minha função...
Eu canto, por que a poesia nasce do meu corpo!
Tem gente que só faz cocô...
Eu não canto para ser ouvido!
Mas incomodo quem está dormindo!
E com esta mesma caneta ardida ou faca
abri caminho na selva que era esta terra!
Sem fogo e com frio,
o verso foi o meu abrigo!...
Neste mundo de gente hipócrita!
Pensam que, é só romântico que é poeta?
Pensam, que uma pena não pode matar!
Ah, pois digo sempre a estes fracos,
que um verso é capaz de guerrear!
A arma do poeta é sua caneta!
Jamais vão me calar!



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Escravo, e Rei da Ralé!...!



O poeta está a procura de um emprego
enfrenta filas, ' CAT's ' da vida! Orelhões!
Faz dinâmicas, entrevistas
sem nexo, provas de mentira,
despenteia-se na metrópole.
Mal sabem eles que o poeta já é um Trabalhador
Um Trabalhador da Palavra
E isto não é pouco não!
Não é pouca coisa!!!!
Estes homens e mulheres sofridos como 'quem quebra pedra'!
São as bases do futuro pensamento humano...
muitas vezes são profetas
outras...
libertadores!
Mas esta 'profissão do futuro' nunca deu dinheiro
até hoje neste passado...
Ou fazemos dar dinheiro esta tal de literatura
ou reconhecemos que enquanto o dinheiro existir
nada vai dar dinheiro!
É uma escolha a se fazer, mas ambas
são do Novo Mito!
Isto me lembra um antigo verso meu
que diz assim:

Ah libertem o poeta
ele só quer cantar!!!...
ele precisa cantar!...


_________
25/09/08
Literatura demora...
gasta tempo,
dá trabalho!
Cansa feito roça!
É quebrar pedra no sol, Clarice!



“Não, não é fácil escrever. 
É duro como quebrar rochas. 
Mas voam faíscas e lascas como aço espelhados”.

Clarice Lispector




Eu digo que não é fácil...
porque, quem compreende um poeta?
quem pode desvendá-lo se não a seu modo de projetar-se no espelho do outro?
Mas não falo do ato de colocar idéias no papel, através de uma seqüência de palavras...
não falo ser difícil construir um texto...
falo do que sinti quando li esta frase de Clarice Lispector, pela primeira vez... ( Além da paixão por ela! )
senti o duro de escrever, a dor de escrever, porque é duro sentir o que se escreve, ou ver o mundo de forma tão clara que se pode escrever sobre ele!
... e se isto nasce da solidão ou se precisa de solidão, esta solidão
não deixa de ser doída... ( Olha que eu escrevo no meio da rua, vendo televisão...! só não consigo ainda escrever conversando... especialmente no nascer de um verso!!! )
Não deixa de arder como fogo!
Escrever não é fácil, pois não dá dinheiro,
pois quem escreve mesmo não está tentando explicar o mundo
mas apenas escrevê-lo!
Não é fácil escrever porque precisa de um mínimo tempo
e literatura e vida profissional não se encaixam rapidamente! Pelo menos não foi assim pra mim...
como pode uma frase, uma máxima conter em si tanto significado?...
não é fácil escrever por que este significado todo do qual a palavra é carregada
dói dentro da alma...
feito um parto... ( ! ) de tão intenso de sentido... além daquele que está vivo e escreve alguma coisa!...
Eu to explicando, né?... ou não estou conseguindo?... não, não é fácil escrever!
não é facil porque as pessoas precisam de regras e pronomes!... As pessoas precisam de vírgulas!
Escrever é compartilhar com o outro seu pensamento-sentimento-idéia... e mais: tudo o que se diz!...
'É preciso paz pra poder cantar...' ?
não, não é fácil escrever... porque escrever é muito FÓDA!
Mais Clarice:


Escrever (II)

(Clarice Lispector)


"Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.
Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.
Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva.
Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.
Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a "coisa" vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.
Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros. "




E do site Lendo.org Clarice Lispector - Uma flor ucraniana do Universo...
( é belo o Literatura, Café, Chantilly, e dicas para dominar o mundo! )


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